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Como comprar Usual em Portugal, 3 passos

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O que é o Usual (USUAL)?

O Usual (USUAL) é o token de governança e de partilha de rendimento do protocolo Usual, um protocolo DeFi lançado em 2024 que criou uma nova categoria de stablecoin: a USD0, uma stablecoin lastreada a 100% em US Treasury Bills (T-Bills) e outros activos de baixo risco emitidos pelo governo dos Estados Unidos. O que distingue o USD0 de stablecoins como o USDT ou o USDC não é apenas o colateral, é o que acontece ao rendimento gerado por esse colateral. Na maioria das stablecoins tradicionais, o emitente (Tether, Circle) guarda para si os juros dos activos de reserva: o Tether gerou mais de 6 mil milhões de dólares em lucro em 2023 apenas com os juros dos T-Bills e títulos que garantem o USDT. Os holders de USDT não recebem nada desse rendimento. O Usual inverte completamente este modelo: o rendimento dos T-Bills que garantem o USD0 é redistribuído para os detentores do token USUAL via mecanismo de staking.

O protocolo foi fundado em 2024 por Pierre Person, ex-deputado na Assembleia Nacional francesa e ex-assessor digital do presidente Emmanuel Macron, e pela equipa de Usual Labs, com sede em Paris. A escolha do fundador não é acidental: Pierre Person tem experiência directa no cruzamento entre política europeia, regulação financeira e tecnologia blockchain, uma combinação relevante num contexto em que a regulação MiCA está a definir o quadro legal para stablecoins na União Europeia. O protocolo angariou capital de investidores como IOSG Ventures, Kraken Ventures e GSR, e integrou desde cedo a infraestrutura do protocolo no ecossistema DeFi do Ethereum.

O problema que o Usual resolve é directo: as stablecoins são o activo de reserva do ecossistema DeFi, mais de 150 mil milhões de dólares em stablecoins circulam nas blockchains, mas quem as usa não participa no rendimento que elas geram. O Usual cria um modelo em que o valor gerado pelos activos de reserva (T-Bills rendendo ~4-6% ao ano em USD) flui de volta para os participantes do protocolo, transformando uma stablecoin passiva num instrumento de rendimento activo. O USD0 mantém sempre a paridade 1:1 com o dólar americano (colateral 100% em T-Bills), mas o USUAL, o token de governança, captura e distribui o excedente de rendimento.

O token USUAL é usado para:

  • Staking e partilha de rendimento: Fazer staking de USUAL dá acesso a uma parte do rendimento gerado pelos T-Bills que garantem o USD0, o principal caso de uso diferenciador do protocolo
  • Governança do protocolo: Os detentores de USUAL votam em parâmetros chave como taxas, colaterais aceites e alocação de reservas
  • Incentivos de liquidez: O USUAL é distribuído como recompensa a fornecedores de liquidez nos pools de USD0 em protocolos DeFi como Curve e Pendle
  • Acesso a USD0++: Os holders de USUAL têm condições preferenciais para interagir com o USD0++, a versão com liquidez bloqueada do USD0 que gera rendimento adicional

4 razões para considerar o Usual

O modelo que a Tether nunca te ofereceu, rendimento de T-Bills directo para o holder

O Tether (USDT) gerou 6,2 mil milhões de dólares em lucro em 2023, quase inteiramente proveniente dos juros dos US Treasury Bills e outros títulos de dívida que garantem o USDT. Os holders de USDT não viram um cêntimo desse rendimento. O Circle (USDC) tem o mesmo modelo: guarda os juros, distribui nada. O Usual inverte esta lógica de forma estrutural: os juros dos T-Bills que garantem o USD0 são redistribuídos para os detentores de USUAL via staking. É a aplicação do modelo de rendimento on-chain a um activo (stablecoin) que tinha até agora bloqueado completamente este mecanismo para os utilizadores finais. Para quem já tem dólares em stablecoins sem rendimento, o USUAL representa a aposta de que este modelo alternativo vai capturar quota de mercado.

Colateral 100% em US Treasury Bills, a stablecoin mais conservadora do DeFi

A maioria das stablecoins descentralizadas usa colateral cripto (MakerDAO/DAI usa ETH e outras criptos) ou é puramente algorítmica (como o TerraUSD, que colapsou). O USD0 toma uma posição diferente: colateral 100% em activos reais de baixo risco, US Treasury Bills e instrumentos de dívida equivalentes emitidos por governos. Não há risco de liquidação de colateral cripto, não há dependência de algoritmos. O risco de de-peg do USD0 é essencialmente o risco de crédito soberano dos EUA, substancialmente inferior ao risco de stablecoins colateralizadas por cripto. Para os detentores de USUAL, isto significa que o rendimento gerado (e redistribuído) é previsível e estável, não dependente da volatilidade do mercado cripto.

Contexto MiCA: uma stablecoin europeia construída para o quadro regulatório europeu

A regulação MiCA (Markets in Crypto-Assets), em vigor na União Europeia desde 2024, criou requisitos estritos para emissores de stablecoins que operam na UE, nomeadamente requisitos de reservas, liquidez e transparência que muitas stablecoins existentes não cumprem. O Usual, com sede em Paris e fundador com background político europeu, foi construído desde o início com este quadro em mente. Para investidores europeus, isto é relevante: o USUAL é um token que aposta numa stablecoin desenhada para sobreviver à regulação europeia, num momento em que muitas stablecoins americanas enfrentam incerteza regulatória no espaço MiCA.

Integração com Curve e Pendle, liquidez DeFi profunda desde o lançamento

O USD0 foi integrado com dois dos protocolos DeFi mais relevantes do ecossistema Ethereum desde os primeiros meses: Curve Finance (o maior protocolo de troca de stablecoins, com mais de 3 mil milhões de dólares em TVL) e Pendle Finance (protocolo de tokenização de rendimento que permite separar o capital do rendimento futuro). Esta integração não é trivial, os pools de USD0 no Curve atingiram rapidamente dezenas de milhões de dólares em liquidez, o que valida a procura do mercado pelo produto. Para o USUAL, a relevância é directa: mais TVL no protocolo = mais T-Bills como colateral = mais rendimento gerado = maior distribuição para os holders que fazem staking.

O que podes fazer com Usual no Mercado Bitcoin

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Usual vs Ondo Finance, comparação rápida

O Usual e a Ondo Finance são dois dos projectos mais relevantes na tokenização de Real World Assets (RWA), mas com modelos, objectivos e mecânicas de rendimento fundamentalmente diferentes. Ambos usam US Treasury Bills como activo subjacente, mas o que fazem com o rendimento gerado e como estruturam o produto final diverge em pontos críticos.

Usual (USUAL) Ondo Finance
Produto principal USD0 (stablecoin lastreada em T-Bills) USDY (stablecoin com yield) + OUSG (fundo tokenizado de Treasuries)
Modelo de rendimento Rendimento dos T-Bills redistribuído a holders de USUAL via staking Rendimento incorporado directamente no USDY (preço sobe) e OUSG (NAV)
Quem recebe o rendimento Detentores de USUAL que fazem staking Detentores de USDY e OUSG directamente
Colateral 100% US Treasury Bills 100% US Treasury Bills (via BlackRock BUIDL)
Parceria institucional IOSG Ventures, Kraken Ventures, GSR BlackRock (BUIDL), Pantera Capital, Founders Fund
Blockchain Ethereum (PoS) Multi-chain (Ethereum, Solana, Arbitrum, Mantle, Sui)
Lançamento 2024 2022
Fundador Pierre Person (ex-deputado francês) Nathan Allman (ex-Goldman Sachs)

Métodos de pagamento para comprar Usual

Moeda Processamento Comissão
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Vale a pena comprar Usual em 2026?

O Usual representa uma tese DeFi clara: stablecoins lastreadas em activos reais de baixo risco (T-Bills), com redistribuição on-chain do rendimento gerado para os participantes do protocolo, são uma categoria que vai crescer à medida que o mercado de stablecoins amadurece e os reguladores exigem maior transparência e reservas sólidas. Se essa tese estiver correcta, e o contexto MiCA europeu favorece-a, o USUAL é o token que captura directamente o crescimento do protocolo Usual. Factores que podem influenciar o preço do USUAL:

Crescimento do TVL em USD0

Quanto mais dólares forem depositados no protocolo em troca de USD0, mais T-Bills são comprados como colateral, mais rendimento é gerado e mais valor flui para os detentores de USUAL via staking. O crescimento do TVL é o principal motor de valor do protocolo.

Taxas de juro dos T-Bills americanos

O rendimento redistribuído pelo Usual depende directamente das taxas de juro dos US Treasury Bills. Em ambiente de taxas altas (como 2023-2025), o rendimento é atractivo. Se a Fed baixar significativamente as taxas, o rendimento gerado pelo colateral diminui, e com ele, a atractividade do mecanismo de staking.

Adopção de USD0 em protocolos DeFi

Mais integrações com Curve, Pendle, Aave e outros protocolos de liquidez = mais procura orgânica de USD0 = mais TVL = mais rendimento redistribuído. O Usual depende de construir uma rede de integrações sustentável.

Regulação de stablecoins na EU e nos EUA

O quadro MiCA europeu e a potencial legislação americana sobre stablecoins podem favorecer ou penalizar diferentes modelos de emissão. O Usual aposta que o seu modelo (colateral 100% em activos reais, transparência on-chain) está mais alinhado com as exigências regulatórias do que os modelos concorrentes.

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Dúvidas Frequentes

O USD0 é a stablecoin emitida pelo protocolo Usual, sempre com paridade 1:1 com o dólar americano. A diferença fundamental em relação ao USDT (Tether) e ao USDC (Circle) está em dois pontos: o colateral e o destino do rendimento. Quanto ao colateral: o USD0 é garantido exclusivamente por US Treasury Bills e instrumentos de dívida soberana equivalentes, activos que o próprio governo dos EUA emite. O USDT é garantido por uma combinação de T-Bills, obrigações corporativas, ouro e outros activos menos transparentes. Quanto ao rendimento: o Tether gerou mais de 6,2 mil milhões de dólares em lucro em 2023 com os juros desses activos, e ficou com esse rendimento para si. O USD0 redistribui esse rendimento para os detentores de USUAL que fazem staking. É a diferença entre um intermediário que fica com o spread e um protocolo que passa o rendimento para os utilizadores.

O mecanismo é o seguinte: quando um utilizador deposita dólares no protocolo Usual em troca de USD0, esses dólares são automaticamente alocados na compra de US Treasury Bills (T-Bills), obrigações de curto prazo emitidas pelo Tesouro americano que rendem actualmente entre 4% e 6% ao ano em USD. O protocolo acumula os juros gerados por esses T-Bills num fundo de rendimento. Esse fundo é depois distribuído, de forma proporcional, para os detentores de USUAL que fazem staking do token no protocolo. O mecanismo é on-chain e verificável: qualquer pessoa pode auditar as reservas em T-Bills e os fluxos de rendimento em tempo real. Não há um intermediário que decida quanto distribuir, as regras estão codificadas no smart contract do protocolo. O resultado prático: fazer staking de USUAL é participar directamente no rendimento gerado pelos activos mais seguros do mundo (dívida soberana americana).

O USD0 é a stablecoin base do protocolo Usual: lastreada 100% em T-Bills, sempre resgatável por 1 dólar, e não gera rendimento directamente para quem a detém. É o equivalente a manter dólares numa conta de depósito, seguro, estável, sem rendimento. O USD0++ é uma versão com liquidez bloqueada do USD0: ao depositar USD0 no protocolo durante um período mínimo (tipicamente 4 anos), o utilizador recebe USD0++ em troca, um token que acumula o rendimento dos T-Bills e é utilizável como colateral em protocolos DeFi como Pendle. O USD0++ é o instrumento de rendimento activo do ecossistema Usual, e os detentores de USUAL têm acesso a condições preferenciais para interagir com ele. A distinção é relevante: USD0 é para quem quer estabilidade e liquidez imediata; USD0++ é para quem quer maximizar rendimento a troco de liquidez bloqueada durante um período definido.

O preço do Usual (USUAL) varia em tempo real. Consulta a cotação actual do USUAL em EUR na plataforma do Mercado Bitcoin. O preço é actualizado ao segundo e reflecte o mercado global.

Podes comprar Usual a partir de poucos euros no Mercado Bitcoin. Não é obrigatório comprar uma unidade inteira de USUAL, podes comprar a fracção que quiseres. Com €10 já tens exposição ao token. O depósito via MB Way ou transferência bancária não tem comissão.

O Usual tem uma proposta de valor diferenciada no espaço DeFi: colateral 100% em T-Bills, redistribuição directa de rendimento para holders via staking, e alinhamento com a regulação MiCA europeia. No entanto, é um protocolo lançado em 2024, o token está a 79% do seu ATH, e o seu crescimento depende da adopção do USD0 e da manutenção de taxas de juro atractivas nos T-Bills americanos. É um investimento de risco moderado-elevado, adequado para quem quer exposição ao espaço DeFi de stablecoins com uma mecânica de rendimento mais directa.pt/aforro-digital) do Mercado Bitcoin (rendimento fixo até 6% ao ano em EUR).

Sim. O USUAL tem staking disponível no protocolo Usual. Ao fazer staking de USUAL, os detentores recebem uma parte do rendimento gerado pelos US Treasury Bills que garantem o USD0, a principal proposta de valor do protocolo. O mecanismo é proporcional: quanto mais USUAL em staking, maior a parte do rendimento atribuída. No Mercado Bitcoin, podes comprar USUAL e transferir para uma wallet compatível com o protocolo Usual (como MetaMask com acesso ao Ethereum mainnet) para participar no staking.

Sim. O Mercado Bitcoin (Smart Token Lda.) é a primeira corretora registada no Banco de Portugal. O grupo MB tem mais de 4,2 milhões de clientes a nível global. Os ativos são protegidos com encriptação e armazenamento seguro. Suporte ao cliente no teu próprio idioma, com equipa na Europa e América Latina.

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