The Graph é um protocolo descentralizado de indexação de dados blockchain, lançado em 2020 por Yaniv Tal e Brandon Ramirez. É frequentemente descrito como o "Google das blockchains", e a analogia é precisa. Da mesma forma que o Google indexa a web para que possas pesquisar informação, o The Graph indexa dados de blockchains para que aplicações descentralizadas (dApps) possam consultá-los de forma rápida e eficiente.
Sem o The Graph, cada aplicação DeFi teria de construir e manter a sua própria infra-estrutura de indexação, um processo caro, lento e redundante. Com o The Graph, developers criam subgraphs, índices especializados que organizam dados de blockchains específicas (Ethereum, Arbitrum, Polygon, etc.) de forma optimizada para consultas. Hoje, existem mais de 75.000 subgraphs publicados, servindo aplicações que processam milhares de milhões de queries por mês.
A importância do The Graph no ecossistema crypto é difícil de exagerar. Os maiores protocolos DeFi do mundo dependem dele: Uniswap (a maior DEX, com +$1,5 triliões em volume acumulado), Aave (o maior protocolo de lending, com +$10 mil milhões em TVL), Compound, Synthetix, Decentraland e centenas de outros. Sem o The Graph, estas aplicações não conseguiriam apresentar dados aos utilizadores em tempo real.
O token nativo do protocolo chama-se GRT e é usado para:
- Indexação, Indexadores fazem staking de GRT para operar nós que processam queries
- Curadoria, Curadores sinalizam subgraphs de qualidade com GRT, orientando indexadores
- Delegação, Detentores de GRT delegam tokens a indexadores e partilham recompensas
- Governança, Participação em decisões do protocolo via The Graph Council
O oferta total é de 10,79 mil milhões de GRT, com cerca de 9,5 mil milhões em circulação. O protocolo migrou de um modelo centralizado (hosted service) para uma rede totalmente descentralizada em 2024, um marco que reforça a visão de infra-estrutura aberta e resistente a censura.