A SuperRare é o marketplace de arte digital NFT mais exclusivo e curado do mundo, funciona como a Sotheby's ou a Christie's, mas para arte digital na blockchain. Enquanto plataformas como OpenSea ou Rarible permitem que qualquer pessoa publique NFTs, a SuperRare opera como uma galeria de alta gama: cada artista passa por um processo de curadoria rigoroso onde apenas cerca de 1% dos candidatos são aceites, e cada obra publicada é obrigatoriamente uma edição única (1-of-1), sem múltiplas cópias, sem edições de 10.000 unidades.
O projecto foi fundado em 2018 em Brooklyn, Nova Iorque, pelos irmãos americanos John Crain (CEO) e Charles Crain (CTO). A visão dos irmãos Crain era simples mas radical: criar um mercado onde artistas digitais pudessem vender obras originais com a mesma escassez e proveniência que a arte física tradicional, garantida pela blockchain do Ethereum. Desde o lançamento, a SuperRare já processou mais de $100 milhões em vendas totais de obras de arte, estabelecendo-se como a referência de qualidade no espaço NFT.
O processo de curadoria é o que distingue a SuperRare de todos os outros marketplaces. Artistas submetem o seu portefólio e passam por uma avaliação da comunidade e dos curadores. Nomes como XCOPY (um dos artistas digitais mais valiosos do mundo, com obras vendidas por milhões de dólares), Pak (artista anónimo cujas vendas ultrapassam $90 milhões), Hackatao (duo italiano de arte cripto-nativa que mistura ilustração clássica com elementos digitais), Coldie (pioneiro da arte 3D estereoscópica digital) e Sarah Zucker (que combina técnicas analógicas com arte digital) construíram as suas carreiras na SuperRare. Uma obra aceite na SuperRare carrega um selo de qualidade que não existe em nenhum outro marketplace.
Em Agosto de 2021, a SuperRare lançou o token RARE e criou a RareDAO, uma organização autónoma descentralizada que transferiu parte das decisões de curadoria para a comunidade. Com a RareDAO, os detentores de RARE podem votar em quais artistas e projectos são aceites, como o tesouro do protocolo é alocado, e quais as regras da plataforma. Foi também introduzido o conceito de SuperRare Spaces, galerias independentes dentro da plataforma, curadas por coleccionadores, instituições ou comunidades de arte, cada uma com a sua própria identidade e critérios de selecção.
Um dos diferenciais mais importantes da SuperRare é a aplicação de 15% de royalties em vendas secundárias, enforçadas directamente na blockchain. Isto significa que, cada vez que uma obra é revendida, o artista original recebe 15% do valor de venda, automaticamente, sem intermediários, para sempre. Numa altura em que muitas plataformas removeram royalties para atrair volume, a SuperRare manteve esta política como princípio fundamental de protecção aos artistas.
O token RARE é usado para:
- Governança, votar propostas na RareDAO (curadoria de artistas, alocação de tesouraria, regras da plataforma)
- Staking, fazer staking de RARE para participar na governança e ganhar recompensas
- Curadoria de Spaces, detentores de RARE podem propor e votar na criação de novas galerias independentes
- Taxas do protocolo, RARE é usado em taxas dentro do ecossistema SuperRare
A SuperRare posiciona-se deliberadamente no segmento de alta gama do mercado NFT. Não compete em volume com OpenSea ou Blur, compete em qualidade, exclusividade e valor por obra. Para coleccionadores sérios de arte digital, é a plataforma de referência.