O Qtum (pronuncia-se "quantum") é uma blockchain Layer 1 criada em 2017 por Patrick Dai e a sua equipa em Singapura. A ideia central é elegante: pegar nas duas tecnologias mais testadas e comprovadas do ecossistema cripto, a segurança do modelo UTXO do Bitcoin e a flexibilidade da Ethereum Virtual Machine (EVM), e combiná-las numa única plataforma.
O resultado é uma blockchain que permite criar smart contracts com o mesmo nível de segurança da rede Bitcoin, algo que o Ethereum, que usa um modelo de conta diferente, não consegue replicar directamente.
A arquitectura do Qtum assenta em três pilares técnicos:
- UTXO (Unspent Transaction Output), o mesmo modelo de rastreio de saldo que o Bitcoin usa desde 2009. É mais simples, mais auditável e mais resistente a certos tipos de ataques do que o modelo de conta do Ethereum
- EVM (Ethereum Virtual Machine), a máquina virtual que executa smart contracts do Ethereum. O Qtum é compatível com contratos Solidity, o que significa que qualquer programador Ethereum pode migrar ou adaptar os seus projectos para o Qtum sem reaprender uma linguagem nova
- DGP (Decentralized Governance Protocol), um sistema de governança on-chain que permite actualizar parâmetros da rede (como taxas e tamanho dos blocos) através de smart contracts, sem hard forks disruptivos
Para além disso, em 2021 o Qtum introduziu a x86 Virtual Machine, uma máquina virtual de segunda geração que vai além da EVM, suportando qualquer linguagem de programação compilável para x86 (C, C++, Rust, Python, entre outras). Isto expande enormemente o leque de programadores que podem construir sobre o Qtum.
O Qtum usa Proof of Stake (PoS) como mecanismo de consenso desde o início, uma escolha que, em 2017, era pioneira entre as blockchains Layer 1. Qualquer detentor de QTUM pode participar no staking e receber recompensas, sem necessidade de hardware especializado.