OriginTrail é um protocolo descentralizado que constrói o Decentralized Knowledge Graph (DKG), uma infra-estrutura aberta para organizar, descobrir e verificar dados de qualquer fonte, seja uma cadeia de abastecimento global, um sistema de IA ou uma aplicação Web3. Fundada em 2018 por Tomaž Bratanič, Žiga Drev e Branimir Rakić, três engenheiros eslovenos, a OriginTrail nasceu de uma necessidade concreta: garantir a rastreabilidade e autenticidade de dados ao longo de oferta chains complexas que envolvem dezenas de fornecedores, transportadores e reguladores.
O problema que a OriginTrail resolve é simples de perceber: a informação na internet está fragmentada, duplicada e frequentemente impossível de verificar. Quem fabricou este produto? De onde veio? Os dados que esta IA está a usar são fiáveis? O DKG organiza dados de qualquer fonte, cadeias de abastecimento, certificações, identidade digital, dados científicos, em Knowledge Assets: objectos de dados verificáveis, pesquisáveis e com dono, registados em blockchain. Cada Knowledge Asset é um NFT que representa dados verificados do mundo real, com proveniência criptograficamente comprovada. Qualquer pessoa ou empresa pode criar, possuir e monetizar Knowledge Assets.
O que distingue a OriginTrail de outros projectos de blockchain é a adopção empresarial real. A British Standards Institution (BSI), o organismo de normalização mais antigo do mundo, fundado em 1901, usa o DKG para verificação de certificações de produtos. A Oracle integrou o protocolo nas suas soluções de oferta chain. A Home Depot (maior retalhista de bricolagem do mundo, com mais de 2.300 lojas) utilizou a rede para rastreio de cadeias de abastecimento. Os Caminhos de Ferro Federais Suíços (SBB) testaram a OriginTrail para gestão de dados ferroviários. O projecto recebeu múltiplos financiamentos do programa Horizon Europe da União Europeia e um grant da Parity Technologies (empresa por trás do Polkadot).
O token TRAC é um ERC-20 no Ethereum e opera também na OriginTrail Parachain no ecossistema Polkadot. É usado para:
- Publicar e manter Knowledge Assets no DKG (os criadores pagam em TRAC como colateral e taxas)
- Fazer staking nos nós da rede, os operadores de nós garantem a disponibilidade e integridade dos dados
- Pagar por consultas e verificações de dados no Knowledge Graph
- Participar na governança do protocolo
A rede conta com mais de 2.000 nós DKG activos distribuídos globalmente e processa dados estruturados compatíveis com standards W3C (JSON-LD, RDF), tornando-os legíveis tanto por máquinas como por humanos. Com o lançamento do ChatDKG, uma interface de IA para consultar o Knowledge Graph, a OriginTrail posiciona-se como infra-estrutura de dados verificáveis para a era da inteligência artificial.