A Origin Protocol é uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) que se especializou em criar produtos de rendimento automático, instrumentos financeiros que geram juros sem que o utilizador precise de fazer staking manual, mover fundos entre protocolos ou monitorizar estrategias complexas. Fundada em 2017 em San Francisco por Josh Fraser e Matthew Liu, a Origin destaca-se por ter uma equipa com credenciais excepcionalmente raras no mundo cripto: experiência directa na construcao de produtos que atingiram centenas de milhões de utilizadores.
Josh Fraser e um empreendedor em serie americano que co-fundou a EventVue (plataforma de networking para conferencias), a Fodera e a Torbit, esta última uma empresa de performance web adquirida pelo Walmart Labs. Fraser demonstrou capacidade de construir e escalar produtos tecnológicos até a aquisição por uma das maiores empresas do mundo. Matthew Liu foi o terceiro product manager do YouTube, contratado quando a plataforma ainda era uma startup pre-aquisição pela Google, e depois VP de Produto na Qwiki, adquirida pela Yahoo. También trabalhou como product manager no PayPal. Esta combinacao de experiência em produto e tecnologia a escala e invulgar no espaço DeFi, onde muitos projectos são liderados por equipas sem historial comprovado em empresas de referência.
O projecto comecou como um protocolo de marketplace peer-to-peer, uma especie de Airbnb descentralizado, mas pivotou estrategicamente em duas direccoes que definiram a sua identidade:
Origin Story (NFTs), A plataforma de NFTs da Origin alojou alguns dos lançamentos mais iconicos da historia dos tokens não-fungiveis. Paris Hilton vendeu NFTs na plataforma. O musico 3LAU realizou o leilao de NFTs musicais de $11,7 milhões, um recorde absoluto na altura. E o lendario video viral "Charlie Bit My Finger" foi vendido como NFT na Origin Story. Estes lançamentos demonstraram a capacidade da equipa de atrair marcas e celebridades de alto perfil.
OUSD e OETH (DeFi, foco actual), A equipa pivotou para DeFi com dois produtos que definem a Origin hoje:
- OUSD (Origin Dollar), uma stablecoin que gera rendimento automaticamente. O OUSD e lastreado por USDT, USDC e DAI, com os fundos subjacentes deployados em protocolos como Aave, Compound e Morpho para gerar juros. O diferencial: o rendimento aparece directamente na carteira do utilizador, o saldo de OUSD aumenta automaticamente, sem necessidade de staking, lock-up ou qualquer acção manual. Funciona como uma conta poupança descentralizada com rendimento superior ao da maioria dos bancos tradicionais.
- OETH (Origin Ether), um derivado de liquid staking de ETH que funciona com a mesma lógica do OUSD, mas para Ethereum. O OETH permite ganhar recompensas de staking de ETH sem bloquear fundos, mantendo liquidez total.
O TVL (Total Value Locked) da Origin DeFi ultrapassa os $100 milhões, distribuidos entre OUSD e OETH. A equipa inclui engenheiros vindos da Google, YouTube, PayPal e Dropbox. O projecto e apoiado por investidores de referência: Pantera Capital (um dos fundos cripto mais respeitados do mundo), Foundation Capital (com mais de $3,5 mil milhões sob gestao), Spartan Group, Yu Pan (membro da equipa fundadora do PayPal) e Steve Chen (co-fundador do YouTube).
O token OGN é usado para:
- Governanca, votar em propostas que definem estrategias de rendimento, alocacoes e parametros do protocolo
- Staking, bloquear OGN para participar na segurança e operação do ecossistema em troca de recompensas
- Captura de valor, o OGN beneficia do crescimento do TVL em OUSD e OETH, com receitas do protocolo a fluir para os stakers
- Alinhamento de incentivos, quem detem OGN tem interesse directo no sucesso dos produtos de rendimento
O OGN e um token ERC-20 na blockchain Ethereum, com oferta máxima fixa de 1.000 milhões de tokens.