A Merlin Chain é uma rede Layer 2 construída sobre o Bitcoin que utiliza ZK-Rollups (provas de conhecimento zero) para processar transacções fora da cadeia principal e publicá-las de forma comprimida na blockchain do Bitcoin. O resultado é uma rede que herda a segurança do Bitcoin, mas com transacções significativamente mais rápidas, mais baratas e, pela primeira vez no ecossistema BTC, com suporte completo a smart contracts compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM).
O projecto foi lançado em 2024 pela equipa da Bitmap Tech, liderada por Jeff, um dos nomes mais activos no ecossistema de activos nativos do Bitcoin (Ordinals, BRC-20 e Bitmap). A Bitmap Tech já era responsável por ferramentas populares como o BRC-420 (protocolo de activos digitais no Bitcoin) e o Bitmap Game, uma plataforma de metaverso baseada em blocos do Bitcoin. A Merlin Chain nasceu da necessidade concreta de escalar o Bitcoin para além de simples transferências de valor, permitindo DeFi, NFTs e dApps sobre a rede mais segura e descentralizada do mundo.
O problema que a Merlin Chain resolve é fundamental: o Bitcoin processa apenas 7 transacções por segundo, com taxas que podem ultrapassar os $50 em períodos de congestionamento. Isto torna impossível construir aplicações descentralizadas directamente na Layer 1 do Bitcoin. A Merlin Chain agrega milhares de transacções num único ZK-Rollup, publica a prova criptográfica no Bitcoin e reduz as taxas para menos de $0,01 por transacção, sem sacrificar a segurança.
O token MERL é usado para:
- Staking, delegação de tokens para validadores que processam ZK-Rollups, gerando recompensas
- Governança, votação em propostas de actualização do protocolo, parâmetros da rede e alocação de recursos
- Pagamento de gas, taxas de transacção na rede Merlin Chain
- Incentivos ao ecossistema, recompensas para developers, fornecedores de liquidez e utilizadores activos na rede
Do ponto de vista técnico, a Merlin Chain combina Proof-of-Stake (PoS) com ZK-Rollups, usando a tecnologia de provas de validade para garantir que todas as transacções processadas na Layer 2 são matematicamente verificáveis na Layer 1 do Bitcoin. A rede é compatível com a EVM, o que significa que qualquer developer de Solidity pode migrar contratos da Ethereum para a Merlin Chain sem alterações significativas, abrindo o ecossistema do Bitcoin a todo o universo DeFi da Ethereum.