Humanity Protocol é uma blockchain Layer 1 que resolve um dos problemas mais fundamentais do Web3: como provar que um utilizador é um ser humano real e único, sem comprometer a privacidade. A rede utiliza um mecanismo de consenso nativo chamado Proof of Humanity (PoH), baseado em reconhecimento biométrico da palma da mão combinado com zero-knowledge proofs.
O projecto angariou USD 30 milhões numa ronda seed liderada pela Kingsway Capital em Maio de 2024, com participação da Animoca Brands, Blockchain.com, Hashed e Shima Capital. O token H foi lançado em Junho de 2025, com o preço a subir 125% nas primeiras 24 horas. A mainnet ficou activa em Agosto de 2025. Em Janeiro de 2026, uma nova ronda de USD 20 milhões (co-liderada por Pantera Capital e Jump Crypto) avaliou o protocolo em USD 1,1 mil milhões (FDV).
O problema central que o Humanity Protocol resolve é a proliferação de identidades falsas e ataques Sybil no Web3. Bots e contas falsas comprometem governança, airdrops, votações e qualquer sistema que dependa de "uma pessoa = um voto". O Humanity Protocol garante que cada participante da blockchain é um humano único, preservando a privacidade.
O token H é usado para:
- Taxas de transação (gas), todas as operações na rede pagam gas em H
- Verificação de humanidade, utilizado no processo de Proof of Humanity
- Governança, votação em propostas de desenvolvimento do protocolo
- Staking, validação da rede e segurança
Do ponto de vista técnico, o Humanity Protocol usa reconhecimento da palma da mão como biométrico, menos invasivo que scans de íris e mais acessível que métodos baseados em hardware. A informação biométrica é imediatamente convertida em hashes criptográficos com zero-knowledge proofs (zkTLS), garantindo que nenhum dado pessoal bruto é armazenado ou partilhado on-chain. Em Dezembro de 2025, o protocolo migrou para o Walrus Protocol (DePIN) para armazenamento descentralizado. A parceria com a Mastercard (Novembro de 2025) visa conectar identidade descentralizada a serviços financeiros tradicionais.