Ethereum é uma plataforma blockchain descentralizada criada em 2015 por Vitalik Buterin, um programador canadiano-russo que tinha apenas 21 anos na altura do lançamento. A ideia nasceu em 2013, quando Buterin propôs uma blockchain que fosse além das transacções financeiras, uma plataforma programável onde qualquer pessoa pudesse criar aplicações descentralizadas (dApps) e contratos inteligentes.
Enquanto o Bitcoin foi concebido como dinheiro digital, o Ethereum foi desenhado como um "computador mundial", uma infraestrutura aberta onde programadores constroem aplicações que funcionam sem intermediários. Esta visão transformou o Ethereum na base de todo o ecossistema DeFi (finanças descentralizadas), NFTs, DAOs (organizações autónomas descentralizadas) e, mais recentemente, da tokenização de ativos reais (RWA).
Em Setembro de 2022, o Ethereum completou The Merge, uma das maiores actualizações técnicas da história das criptomoedas, passando de Proof of Work (mineração) para Proof of Stake. Esta transição reduziu o consumo energético da rede em ~99,95% e introduziu um modelo económico onde os validadores bloqueiam ETH como garantia, em vez de gastar electricidade.
O token nativo da rede chama-se ETH (ou Ether) e é usado para:
- Pagar taxas de transacção na rede (chamadas "gas fees")
- Fazer staking, ganhar ~3,5% APY por ajudar a validar a rede
- Interagir com protocolos DeFi, NFTs e aplicações descentralizadas
- Servir como colateral em protocolos de empréstimo e como reserva de valor
Desde a implementação do EIP-1559 (Agosto 2021), parte das taxas de transacção é "queimada" (destruída permanentemente), tornando o ETH potencialmente deflacionário, em períodos de actividade elevada na rede, mais ETH é destruído do que criado.