EigenLayer e um protocolo de infraestrutura lançado em 2024 por Sreeram Kannan, professor de engenharia na University of Washington e ex-investigador da Microsoft Research, que inventou o conceito de restaking. A ideia e elegante: em vez de cada novo protocolo ter de recrutar o seu proprio conjunto de validadores (processo caro e inseguro nós primeiros meses), pode "alugar" a segurança do Ethereum, reutilizando ETH que já esta staked na Beacon Chain. O resultado e um mercado de segurança descentralizado, o maior salto em infraestrutura Ethereum desde a transição para Proof of Stake.
O que torna o EigenLayer único e que resolve um problema fundamental da industria cripto: a fragmentacao de segurança. Antes do EigenLayer, cada bridge, oracle, rollup ou serviço de dados tinha de construir a sua propria rede de validadores do zero, um processo que éxige milhões em incentivos e que gera redes inicialmente vulneráveis. Com o EigenLayer, estes protocolos tornam-se Actively Validated Services (AVS), serviços que herdam directamente a segurança económica do Ethereum ($100+ mil milhões em ETH staked). E como se cada novo protocolo pudesse nascer já com a segurança de uma rede madura.
O crescimento do EigenLayer foi histórico: atingiu $15 mil milhões em TVL no pico, tornando-se um dos maiores protocolos DeFi do mundo. O projecto angariou $170 milhões em financiamento de investidores de primeiro nível, a16z (Andreessen Horowitz), Polychain Capital e Blockchain Capital, uma das maiores rondas de sempre em DeFi. O primeiro produto concreto do ecossistema e o EigenDA, uma camada de disponibilidade de dados utilizada por redes como Mantle e Celo, que oferece uma alternativa mais barata ao Ethereum mainnet para armazenamento de dados de rollups.
O token nativo EIGEN é usado para:
- Governanca do protocolo, votar em parametros de segurança, seleccao de AVS e upgrades do sistema
- Staking no EigenLayer, fazer restake de EIGEN para proteger AVS e receber recompensas adicionais
- Segurança intersubjectiva, funcionar como colateral de última instância para falhas que não são verificáveis on-chain (como oracles ou bridges)
- Alinhar incentivos, garantir que operadores e restakers agem no interesse da rede, sob risco de slashing
O protocolo opera como um conjunto de smart contracts sobre Ethereum (ERC-20) e integra-se nativamente com protocolos de liquid staking como Lido e Ether.fi, que permitem aos utilizadores fazer restaking sem desbloquear o seu ETH.